quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Reconhecemos no presente
a beleza de outrora
Deste passado
Cuja ação é passageira
laços que  uma vez presentes,
Se eternizarão em nossos olhos
Sem chance alguma de voltar a ser
Acho que sou mesma é poetisa
Escrevo em versos
Os poemas de minha alma
Dos quais tecem a fio
Cotidiano

Olho para os meus poemas
Ali, encontro-me desnuda
Com  luzes acesas
Sobre minha alma
Em cada entrelinha

Nessas fissuras
Estão retidas, Minha voz
Meu pranto, Meu canto.
La ruta de mi alma
Es una casa sin patio
Donde la sombra 
hace parte del vivir

La ruta de mi alma
Es hecha de llantos
Una voz, una arma
Un canto

La ruta de mi alma
Es vida en construcción
No la sigas caminante
Soy  callejera

La ruta de mi alma
Es un rincón, sin fecha
Donde la ves 
Somos apenas Simulacro

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ciência,
Respeitosa metodologia essa sua
Que fez dos seus, os nossos senhores
De ciência,
Busco interrogações, dúvidas, reticências
Pois suas verdades, não são as minhas doutor.

sábado, 15 de agosto de 2015



LIBERTAD

De las profundezas de mi ser
Levanté el tono de mi voz
Cambié mi postura
Grité basta!
Necesito libertad

La tenía guardada en el pecho
Y quise compartirla
Con ustedes

Me Corté el pelo
Que me hería
Dejé las cremas
que me clareaban

Puse adelante
Mi nariz ancha, 
Y mis turbantes
con sus múltiples colores

 Mi alma y mi cuerpo

se pusieron independientes


Rompiendo siglos de siléncios.

Ya no hay que silenciar
A la Marcha mujeres!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ECLIPSE

 No próximo eclipse

 A gente se encontra
 Se devora, se rasga 
 E daremos ponta pé
 aos sete dias da semana.

 No próximo eclipse

 Vou parir outra alma Repleta de sins
 Para amparar em meu corpo,
 Sua Boca, Pernas e Quadris

 Neste eclipse que se finda

 Me pego a cantar baixinho 
 Para que em nosso próximo encontro
 
 Eu caçadora de meus destinos
 Possa apreender as asas 
 Que em mim já voam
NOSSO MOVIMENTO

 A luta
 dessa gente Preta
 nos coloca sempre
 em movimento 

  Este jeito que esse povo tem

 De cultuar 
 caminhar e sobretudo lutar

 Me encanta A labuta dessa gente Preta
 Parece, que não se cansa e
 Não se perde,
 entre tantos descaminhos

 De uma gente
 Teimosa e persistente
 Que traz no peito
 Canções de Liberdade

 Essa gente,
 É a minha gente
 São meus sonhos
 São  meu pares. 



 MEMÓRIAS

Desculpe-me se interrompo suas reflexões 
e o sol que reflete a sombra de suas palavras. 
Há dias que algo de ti se sobrepõe,
Nestes momentos a vida enche-me de sua beleza 
e os orixás parecem render em mim,
 toda a sua grandiosidade. 

Lhe escrevo sem pretensões de uma pronta resposta 

ou de alguma empatia, 
apenas com o desejo de compartilhar esse sentimento bom,
 que hoje habita em meu peito. 
As vezes sinto que lhe aborreço 
 ou  lhe assombro com este meu jeito, 
rios de tempos nos tornam  outras

 As memórias que também produzem esquecimentos

Me afastam de ti,
Mas me aproximam do vento
 não sei de suas recordações sobre mim,
 e portanto, me calo ou apenas repito  silêncio
Enfim gostaria de saber de suas indagações

E se for possível alguma  coisa, 
para além da burocracia trivial.