terça-feira, 15 de dezembro de 2015

LIBIDO

Desejante de mim
Caminho, estonteante pela vida
Embriagada em perfumes
Dos jasmins,
Que eu mesma colhi.

Meu corpo
É feito de contas,
De águas salgadas
Esse corpo ancorou memórias
Atravessou oceanos

Cultuando a voz de minha avó
De minha mãe
E do axé ancestral

 Frente ás minhas contas
Atravesso como rio
Desemboco oceano
Fazendo de nossos corpos,
imensidão . . .


Sou poetisa, sempre me encontrei
em meio `as palavras
Por vezes tentei fugir


Palavras ditas e reinventadas
Meu ofício,
Vai traduzindo em metáforas, 
O sorriso e a lágrima

Das entranhas,
surgem meus versos
Alguns apocalípticos, outros revoltosos
Perambulando e zombateiros

Ora sou dona
A poetisa,
Outrora são eles
Caprichosos, danados

quem apropriam-se do meu corpo
Reescrevendo minha  vida
E reinventando,
o que ainda não sei de mim.


terça-feira, 27 de outubro de 2015



Mulher negra,
Por que se esconde de mim?
Será que busco em ti um retrato
Como aqueles em preto e branco
Hoje todos coloridos.

Mulher negra,
O que há em ti?
Que foge de meu olhar reducionista
Mulher e outrora negra,
Outrora lésbica, outrora albina

Mulher negra,
Pensei em ti
Mas ao abrir os meus olhos
Aquele quadro que pintei
Já não existia

Mulher negra
Se espalham, se multiplicam
Dancem rap ou talvez nem dancem
E este substantivo singular
A aprisionar milhões de outras mulheres

Poderiam estar nos terreiros
Em quilombos
Nas universidades

Mas indago
Me pergunto, onde estão
As outras?
Aquelas vozes
que não foram habilitadas

Mulheres negras
São tantas, tão múltiplas
Que me inquietam

Sabe, as vezes me fazem calar
Tenho medo de  falar bobagens 
Quando me calo
É para que as minhas palavras
Não as sufoquem ainda mais!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

De pouco a pouco
O que era necessário
Deixa de sê-lo,
E a ausência, vira rotina...

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Reconhecemos no presente
a beleza de outrora
Deste passado
Cuja ação é passageira
laços que  uma vez presentes,
Se eternizarão em nossos olhos
Sem chance alguma de voltar a ser
Acho que sou mesma é poetisa
Escrevo em versos
Os poemas de minha alma
Dos quais tecem a fio
Cotidiano

Olho para os meus poemas
Ali, encontro-me desnuda
Com  luzes acesas
Sobre minha alma
Em cada entrelinha

Nessas fissuras
Estão retidas, Minha voz
Meu pranto, Meu canto.
La ruta de mi alma
Es una casa sin patio
Donde la sombra 
hace parte del vivir

La ruta de mi alma
Es hecha de llantos
Una voz, una arma
Un canto

La ruta de mi alma
Es vida en construcción
No la sigas caminante
Soy  callejera

La ruta de mi alma
Es un rincón, sin fecha
Donde la ves 
Somos apenas Simulacro

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ciência,
Respeitosa metodologia essa sua
Que fez dos seus, os nossos senhores
De ciência,
Busco interrogações, dúvidas, reticências
Pois suas verdades, não são as minhas doutor.

sábado, 15 de agosto de 2015



LIBERTAD

De las profundezas de mi ser
Levanté el tono de mi voz
Cambié mi postura
Grité basta!
Necesito libertad

La tenía guardada en el pecho
Y quise compartirla
Con ustedes

Me Corté el pelo
Que me hería
Dejé las cremas
que me clareaban

Puse adelante
Mi nariz ancha, 
Y mis turbantes
con sus múltiples colores

 Mi alma y mi cuerpo

se pusieron independientes


Rompiendo siglos de siléncios.

Ya no hay que silenciar
A la Marcha mujeres!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ECLIPSE

 No próximo eclipse

 A gente se encontra
 Se devora, se rasga 
 E daremos ponta pé
 aos sete dias da semana.

 No próximo eclipse

 Vou parir outra alma Repleta de sins
 Para amparar em meu corpo,
 Sua Boca, Pernas e Quadris

 Neste eclipse que se finda

 Me pego a cantar baixinho 
 Para que em nosso próximo encontro
 
 Eu caçadora de meus destinos
 Possa apreender as asas 
 Que em mim já voam
NOSSO MOVIMENTO

 A luta
 dessa gente Preta
 nos coloca sempre
 em movimento 

  Este jeito que esse povo tem

 De cultuar 
 caminhar e sobretudo lutar

 Me encanta A labuta dessa gente Preta
 Parece, que não se cansa e
 Não se perde,
 entre tantos descaminhos

 De uma gente
 Teimosa e persistente
 Que traz no peito
 Canções de Liberdade

 Essa gente,
 É a minha gente
 São meus sonhos
 São  meu pares. 



 MEMÓRIAS

Desculpe-me se interrompo suas reflexões 
e o sol que reflete a sombra de suas palavras. 
Há dias que algo de ti se sobrepõe,
Nestes momentos a vida enche-me de sua beleza 
e os orixás parecem render em mim,
 toda a sua grandiosidade. 

Lhe escrevo sem pretensões de uma pronta resposta 

ou de alguma empatia, 
apenas com o desejo de compartilhar esse sentimento bom,
 que hoje habita em meu peito. 
As vezes sinto que lhe aborreço 
 ou  lhe assombro com este meu jeito, 
rios de tempos nos tornam  outras

 As memórias que também produzem esquecimentos

Me afastam de ti,
Mas me aproximam do vento
 não sei de suas recordações sobre mim,
 e portanto, me calo ou apenas repito  silêncio
Enfim gostaria de saber de suas indagações

E se for possível alguma  coisa, 
para além da burocracia trivial.

terça-feira, 7 de abril de 2015


SUSSURROS

Hoje acordei 
com sede
Da tua pele
sobre  meu corpo

Hoje acordei 
com sede
Daqueles teus beijos
E sussurros
Ao pé do ouvido

Hoje acordei!
Ai morfeu nem queria
Queria mesmo
Era velar meus sonhos

Sentir meu corpo
Indo ao teu encontro
Encontro
Da minha alma
Desgarrada da  tua

quarta-feira, 25 de março de 2015

Há momentos cabíveis em versos
De quem os queira eternizar
Apenas, estes parecem professar
A sutileza
De alguns pretéritos
Em nossas vidas.

segunda-feira, 23 de março de 2015

BIOGRAFIA

Te procurei na primeira luz da manhã
e em cada entardecer
Quiçá estivera em algum rincón 
de minha alma
Perdido entre sonhos e neblinas
Sempre distante,

As memórias

repletas de incertezas
Envoltas em nosso passado

Aos poucos, 
 aquela sua ausência 
tornou a vida 
mas singela
Menos pretensiosa

Como um jardim aberto
Para o futuro verossímil
O que nos restou
rastros,
Quem sabe um retorno

Sufocamos tais sentimentos
em porões 
Ou nas frias madrugadas de inverno
do qual, intutulamos vida

De repente uma canção, um beijo
uma lembrança
Nos leva ao mesmo lugar dos pretéritos
Onde nasce toda primavera



quinta-feira, 12 de março de 2015


Yo soy porque nosotras somos


Nosotras mujeres afro de la diáspora, vivimos el conflicto de una lucha antirracista, sin pretensiones de discutir las cuestiones de género y de un feminismo donde jamás hemos encontrado la historia de nuestras vidas o de nuestras grandes mujeres.

En Brasil Maria Firmina dos Reis, Antonieta de Barros, Lélia Gonzalez , Alzira Rufino, Conceição Evaristo y tantas otras trayectorias de vida que iluminan el camino de las afro-brasileñas, no están entre los clásicos feministas. Desde Bell Hooks y las enseñanzas que ella nos dejó sobre el feminismo negro, pocas fueron las mujeres blancas y los hombres negros que aprendieron sobre su significado e importancia.


Aunque nosotras seamos las mayores víctimas del feminicidio (60%), y de la violencia doméstica (64%), en general no somos las invitadas a discutir las soluciones para estos problemas. Percibimos que las mismas mujeres que hablan de la opresión de género siguen siendo nuestras opresoras. Entre las mujeres que están en los espacios de poder las mujeres blancas son la mayoría, y se han mostrado incapaces de pensar su lugar de blanquitud y de privilegios en una sociedad donde el racismo es estructurante como ocurre en Brasil, sumada al patriarcado.
Hay muchos estudios y datos sobre la situación de las mujeres afro-brasileñas desde hace tres décadas. Con estos datos lo que se puede afirmar es que  a parte de esta sociedad, simplemente no le importan nuestras vidas.
Decir que somos todas o todos iguales en las discusiones raciales o de género en momentos de enfrentamiento de políticas públicas y no escuchar lo que necesitamos como mujeres negras no nos ayuda para nada.
Nos siguen silenciando, por lo tanto existe la necesidad de seguir elaborando una producción intelectual que sea capaz de traducir nuestras especificidades de etnia, de género, clase, y de orientación sexual.  Una producción que reflexione sobre nuestros problemas, nuestras experiencias y nuestro cuerpo como mujeres negras. Redes de mujeres buscando empoderarse y proponer soluciones a sus cuestiones, la búsqueda por una estética positiva y la resignificación de nuestros cuerpos, ya que nuestra estética igualmente es política, una política descolonizada, que antes de todo necesita de cuerpos descolonizados.
Así nosotras mujeres afro-brasileñas, estamos en marcha, una protesta a la  cual hemos llamado Marcha de las Mujeres Negras, y que tendrá lugar en Brasil en noviembre, organizada por una red de feministas negras. Para el bien vivir, y el bienestar social, con nuestros turbantes, nuestros colores, y nuestro ritmo.
Estamos en Marcha, decimos A LA MARCHA MUJERES NEGRAS, pues hemos decidido decir  basta a toda la violencia, al silencio de hombres antirracistas y machistas, de mujeres feministas y racistas.
Estamos en Marcha cansadas de saber que una madre más llora por la muerte de su hijo, como compañera la soledad y el dolor, pues en Brasil son 82 jóvenes negros muertos cada 24 horas. Por la creencia en nuestros ancestros y la certeza de que si queremos cambios estructurales en nuestro país, esto solo va a ocurrir por nosotras mismas.
La individualidad fruto del modernismo occidental no nos sirve, nuestras charlas, nuestras reuniones semanales, nos van enseñando que la política se hace en pequeños rincones y se va agrandando para el mundo.


En las reuniones donde vamos dibujando nuestra actuación estamos construyendo un movimiento dónde no deseamos destruir a los hombres negros, pues no somos misandrias y tampoco odiamos a las mujeres blancas. Lo que necesitamos es parar con toda a la violencia y opresión, es intentar crear puntos de diálogo donde personas que viven situaciones que las aproximan, pero que son experiencias distintas, puedan tener claves de diálogo y de compresión. Me parece que mientras nos ataquemos uno a los otros, no ponemos en riesgo el estatus quo del hombre blanco.Creo que tenemos la oportunidad de construir un movimiento dónde una represente el todo, y el todo represente a cada una de nosotras.
Por la influencia de la filosofía Ubuntu, el grupo de organización de la Marcha en Santa Catarina al sur de Brasil, decimos una para las otras Yo soy porque nosotras somos, en momentos buenos o en momentos de conflicto, y esto nos va acercando al país en que deseamos vivir, libre de las opresiones raciales, de género y sexistas.
.


Autora:Cristiane Mare da Silva, Brasil. Secretaria de Mulheres da Unegro. Escritora. Mestranda en Historia Social
Más de Cristian Mare:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A la marcha

A propósito de las marchas de madres en NY,  protestando por los abusos y asesinatos policiales a  jóvenes negros, una de nuestras lectoras, Cristiane Mare da Silva nos envía este poema como denuncia de estos hechos , también presentes en Brasil.
Cuando matan a un negrito,
Es a nuestro hijo, a quien lo matan
nos avisan todos los días,
Por la tele, en la radio, en las calles
Buen Negrito
es negrito bajo la tierra
Sus voces
Todavía, las puedo escuchar
Nos gritan  mamá,
Socorro mamá
Nos llaman Mamá
Maldita dolor,
Que  se congela en el pecho
y nos destruye el alma
Ustedes nos volvieron
Madres sin Hijos
Ya  no llegarán
a la casa,
Se quedarán por el camino,
Tirados a la mar
Una vez más
Este ajedrez
es un juego  peligroso
Ojalá la policía no los identifiquen,
No los griten  negro!
Manos arriba
Podría ser yo, podría ser vos
Más una madre,
huérfana de sus hijos
son Erics, Antonios y Helenos
Condenados a la muerte
Han nacido negros,
Hijos negros, es lo que son
Ojo ! Pa la policía
buen negrito
es negrito bajo la tierra
Cállate,
Ya no  puedo soportar
A la marcha mujeres,
Nuevos gritos no van a tardar,
A la marcha,
otros hijos no nos van a quitar
A la marcha hermanas,
Resistencia,
Nuestros hijos nos llaman.
Una colaboración de  Cristiane Mare da Silva (Brasil)
Más sobre la autora:
Entrevista en Afroféminas: http://afrofeminas.com/2014/09/02/conociendo-a-brasil

Ação 1 - Oficina: Arte e Literatura Afro-Brasileira - Profa. Cristiane M...


PENSANDO A LITERATURA AFRO-BRASILEIRA EM SALA DE AULA




sábado, 31 de janeiro de 2015

Conociendo a Brasil

maria_afrofemina
Os presentamos esta entrevista que se hizo con el objetivo de saber un poco más de Brasil y su comunidad afrodescendiente. Cuánto se ha avanzado social y económicamente y cuánto falta. Para ello hemos entrevistado a la profesora afrobrasileña y también secretaria de las mujeres de la UNEGRO (Unión de Negros por la Igualdad de Sta Catarina) Cristiane Mare da Silva.
Afroféminas: Desde España tenemos muchos estereotipos sobre la mujer brasileña. Nos gustaría que nos comentaras cómo es la mujer afro en Brasil.
Cristiane: ¡Hola! De acuerdo al Censo de 2010 Brasil es un país con 190.732.694 personas, con una población de 50,7% de negros, así decir que las mujeres negras somos 43 millones de personas. Traigo estos datos para reflejar cuan complejo y difícil sería generalizar estas mujeres; no creo en la idea de una mujer afro en singular, o como algo fijo. Somos mujeres afro-brasilenãs en plural. Por lo contrario corremos el riesgo de crear un personaje universalista.
Lo que si me gustaría es enseñar las historias y las condiciones sociales que estas mujeres hacen parte, de tal manera que no caigamos de lo que se quiere huir, o sea los estereotipos que justamente nos hacen tantos daños.
Brasil recibió cerca de cuatro millones de africanos entre los siglos XVI hasta el siglo XIX. Ya con el fin de la esclavitud el país se construyó bajo las estructuras raciales. Esto significa que fue posible el proceso de transición de una sociedad esclavista para una república, sin que las estructuras sociales sufrieran rompimientos. Así Brasil es marcado por una intensa desigualdad social y económica entre las poblaciones negras y blancas. Esta desigualdad y discriminación se suma a la de género y raza, juntas se intensifican por su magnitud. Las consecuencias son la entrada precoz al mercado de trabajo, menor acceso a los servicios de salud, a la educación y somos sin duda las principales víctimas de la violencia doméstica, ya que somos 64% de las víctimas.
A: Hemos entrevistado algunas mujeres afrocolombianas, por ejemplo. Nos hemos dado cuenta que ya hay muchas que están dentro de los espacios de decisión. ¿Cómo se comporta esta situación en Brasil?
C: En Brasil no es diferente. Si en las últimas décadas hemos participado de muchas luchas por tales posiciones, es innegable que en los últimos 10 años en el campo político se ha ampliado la presencia de mujeres negras en los espacios de poder y decisión. Mujeres como Luiza Bairros secretaria de la promoción de la igualdad racial, Luizlinda Valois Santos Ivone Ferreira desembargadoras, Nilma Lino Gomes rectora de la Universidad de la Integración Luso Afro-Brasileira, Dora Lúcio Bertúlio procurada da fundação cultural Zumbi dos Palmares, etc.
A: Por otra parte, hay algo que sí que nos llama mucho la atención. Brasil es un país con una población afro bastante grande como tu bien afirmas, sin embargo, las modelos más conocidas, las que trascienden fronteras, por citar un ejemplo, todas son mujeres blancas. ¿Hasta qué punto según tu opinión, existe aún una barrera invisible para la mujer negra en Brasil?
C: Bien, creo que haría un contrapunto. Si la barrera fuera invisible esta pregunta no tendría razón de su existencia. Lo que apunto es que estas barreras ni son invisibles para ustedes, ni tampoco para nosotros los brasileños, es decir ella es gritante, una violencia bastante grande que sufrimos todos los días.
La medios son una herramienta muy fuerte y que dicta patrones comportamentales y de belleza y somos muy pocos allí. Así, al prender la tele para ver su novela, al elegir una película brasileña, al festejar el día de los novios, el días de las madres, y en todos estos espacios en lo que el centro está lo que se configura la belleza, prestigio y poder de la sociedad brasileña, somos subrepresentadas. Pero hay que destacar como las resistencias y luchas de los diversos movimientos sociales negros, han forzado cambios en la sociedad de tal manera para que hoy existan más mujeres en estos espacios, así como el propio desarrollo económico que ha sufrido tal población en los últimos 10 años.
El gobierno brasileño sigue una política que se puede decir que es comprometida con nosotros, ha creado a través de la Secretaría de Políticas para Mujeres, en 2012 la Coordinación General de la Diversidad, significó un avance en la promoción de políticas públicas para las mujeres, negras, indígenas, lésbicas, jóvenes y mayores.

“…veo alumnas que antes hacían planchitas en su pelo, volver a los pelos rizados”


A: ¿Crees que la mujer afrodescediente brasileña se siente orgullosa de sí misma o pasa como en otros sitios, que hace lo posible por autonegarse estéticamente?
C: Brasil es un país complejo, principalmente por su extensión geográfica es siempre muy difícil hablar desde solo un punto de vista. O sea que el proceso de la negación todavía ocurre, quizás mucho más de lo que a mí me gustaría. Pero igualmente hemos vivido algo muy hermoso, veo alumnas que antes hacían planchitas en su pelo, volver a los pelos rizados, en las calles los blacks volviendo, pelos hermosos, videos en las redes sociales sobre maquillaje para mi piel, cremas, ropas llena de colores y muchos accesorios.
Este proceso es cultural, pero principalmente político. Una combinación entre el desarrollo económico con la distribución de renta y combate a la miseria. El aumento real del sueldo 79% desde 2003, la creación de 20 millones de empleos y la duplicación de las plazas de la enseñanza superior que salió de 3 millones de matrículas para 7 millones y medio de matrículas. Resultó en el aumento del poder adquisitivo de hombres y mujeres afrodescendientes. Estos datos sin duda influyen directamente en la autoestima de nuestras mujeres.
A: Siendo profesora, me gustaría que nos explicaras si os sentís parte del proceso educativo. Me refiero a la convivencia entre las diferentes razas presentes en el país.
C: Infelizmente la raza es un concepto estructurante en el país, así no hay producción del conocimiento en que el racismo no esté presente. La educación es una de ellas, hace solo 10 años hemos conseguido obligar a las escuelas a que tengan clases de Historia y Cultura Afro-Brasileña, la llamada ley 10.639 que obliga cualquier instituto educacional sea las secretarías, universidades y escuelas a llevar en cuenta el aporte de nuestra Historia y Cultura.
Combatir las desigualdades en la educación es algo muy importante. Sea la discriminación que pasan nuestros niños en una escuela que aún resiste en ejercer una educación multicultural e igualmente garantizar plazas para nuestros alumnos, y la inversión en las escuelas públicas que es dónde en general estamos ubicados. La conquista por las cuotas en las universidades públicas federativas en 2012, significó el inicio de una ruptura de espacios que antes eran controlados apenas por las elites blancas del país.
A: Aquí en Afroféminas hemos hablado mucho del lenguaje racista que llevamos asumido incluso de manera inconsciente. Siendo Brasil un país con un gran mestizaje, ¿cómo ves este fenómeno en Brasil?
C: Pude percibir con diversas lecturas sobre raza y racismo que este proceso hace parte de la ideología del racismo, la negación de uno mismo y la necesidad de similitud, así en Brasil esto no es distinto. Nosotros del Movimiento Negro vivimos sobre esta tensión, hacer con que las personas salgan de sus zonas de “similitud”.
Sobre la noción de mestizaje, es algo que no me gusta, pues fue elaborada por los teóricos raciales como modo para explicar los males de países como el Brasil y otros países de la diáspora africana o que sufrieron colonización. A través del mestizaje procuraron mostrar nuestras dificultades y retrasos como decía Silvio Romero y otros pesimistas por mas que hayan sido gigantescas sus contribuciones, el negro sería siempre símbolo de nuestro atraso como pueblo.
Entretanto por influencia de la antropología norteamericana de Franz Boas, en un contexto de totalitarismos raciales como el fascismo, nazismo y el propio imperialismo, autores como Gilberto Freire Arthur Ramos y Sergio Buarque de Holanda y otros intelectuales brasileños, invirtieron esa lógica diciendo que nuestra principal riqueza era el surgimiento de una nación que se ha inventado frente las 3 razas.
A pesar que el antirracismo universalista fue importante para valorar las culturas africanas e indígenas para la construcción de una identidad nacional. También es verdad que el mito de la democracia racial a ella inherente ha impedido el enfrentamiento de nuestra herencia colonial esclavista y racista. Bloqueando el debate, el diálogo y principalmente políticas públicas para el combate del racismo y el sexismo.
A: Y hablando de palabras, eres también escritora. Háblanos de este proyecto, tu blog y las temáticas que abordas.
C: Hablar de mi propia escritura es todavía algo novedoso para mí. Escribo desde de los nueve años de edad, y la poesía en mi vida se puso como una experiencia muy intimista.
Concha Buika canta y genera sus canciones desde las entrañas. Es así que veo mis poesías algo que surge de la profundidad de lo que vivo y de lo que siento. Toco en cuestiones de la condición de género, la doble conciencia de ser mujer y negra, algo que caminan siempre juntas, sobre la cosificación de nuestro cuerpo como moneda de pago a la tutela masculina, de mis amores, de mi dulce maternidad, de la discriminación racial, creo que son estos los temas más recurrentes.
Mi blog se llama Caminos caminantes y pasajeros, y se escribe así mismo en castellano él es una buena expresión de mi alma, una persona que tiene como lengua materna el portugués, pero que le encanta expresarse en castellano. Como he citado algunas veces empecé el blog ensimismada en pensamientos y cotidianos, busco indagaciones de esta cultura de la diáspora africana y postmoderno de la cual me encuentro.
maria_brasil_afrofemina
A: Cuéntanos sobre tus mejores experiencias con tus alumnos.
C: He vivido en Paraguay y allí he enseñado el portugués como lengua extranjera, di clase para un joven que era una persona con deficiencia. Fue un proceso hermoso lo cual pasamos juntos, iba aprendiendo con él y verlo leyendo y hablando mi lengua materna era maravilloso.
En el año de 2012, trabajando con la Educación de Jóvenes y Adultos, he ayudado a través del letramiento a una señora de casi 50 años escribir el nombre de su hijo, fue un momento sorprendente en mi vida. Una superación que las dos hemos vivido.
Siempre se aprende con los alumnos, pues para enseñar hay que dialogar con el otro. Para que exista la superación en el aprendizaje es necesario que el educador crea en su alumno, así como el alumno tiene que confiar en uno si no la cosa no anda, no es efectiva.
Ahora mismo trabajo con la formación de profesores para la diversidad de las relaciones étnico-raciales, y me encanta trabajar con mis compañeros y saber que estoy contribuyendo para una educación más igualitaria, en que las diferencias puedan ser vividas con respeto.

“…el 64% de las mujeres agredidas son negras”


A: Aquí en España, se ha mediatizado tanto el tema de la violencia de género, para bien digo, que la ciudadanía de manera general la percibe ya como un hecho inadmisible. Eso sin contar que la ley es bastante drástica en este tema. ¿Cómo es en Brasil?
C: En el país vivimos en un momento de fuertes campañas de reeducación sobre el derecho de las mujeres a vivir libre de las violencias de género, como por ejemplo la ley Maria da Penha que conlleva a sanciones de los agresores.
La movilización de las mujeres y la creación de una Secretaría de Políticas Públicas para nosotras, articula la lucha contra la violencia de género en tres niveles: la Ley Maria da Penha, la red de protección a las mujeres víctimas de agresión y la red de salud a la mujer. Además de políticas de distribución de renta que tiene la mujer como receptora como la beca familia donde 95% de las jefas de los hogares son mujeres, y accesos de programas profesionales. Todo ello permite que las mujeres puedan volverse más autónomas en relación a los hombres, y esto contribuye indirectamente a eliminar la situación de dependencia que viven estas mujeres. Aunque esto no ha impedido que millares de mujeres sigan muriendo víctimas de violencia de sus compañeros y novios, ya que en Brasil 15 mujeres son muertas por día y entre 2001 y 2011 cerca de 50 mil mujeres fueron muertas víctimas de violencia de Género, en que 60% de ellas son afros.
Que el 64% de las mujeres agredidas son negras, dice que todavía hay mucho por hacer.
Finalizo con algunos versos míos
“Se em minha poesia dialogo?
Sim dialogo,
Dialogo
Aos poucos, bem baixinho, e de devagarinho
Que é pra você não me calar ! !”
Há tanto de ti em mim
Que me perco
Em tuas palavras,
E digo que são minhas
As frases tuas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

¿Somos Negras o Afrodescendientes? por Cristiane Mare Da Silva



¿Somos Negras o Afrodescendientes? Al final, nosotras que somos investigadoras, modistas, educadoras, escritoras, madres, etc tenemos que contestar día a día a esta pregunta. 
Negra, Mulata, Negroide, todos sustantivos utilizados para calificar racialmente pueblos de origen africano, palabras desarrolladas por los europeos. No deja de ser irónico, el occidente que ha construido la idea de individuos, al pensar y clasificar a los africanos y otros pueblos no europeos, los han visto como una raza. Por lo tanto, los occidentales y los blancos solamente fueron racializados, cuando esta noción les confirió legitimidad como súper-hombres, pues ellos se miran como la suprema expresión de lo que hay de humano en la tierra, los otros, son cruces o perteneciente a una raza cualquiera y por eso mismo, pudieron ser expropiados, asesinados, esclavizados y adjetivados biológicamente como animales.

Cristiane Mare Da Silva

La pregunta que debemos hacernos es si necesitamos seguir presos a los marcos intelectuales del siglo XIX. Si es correcto imaginar la solidaridad entre africanos y sus descendientes como algo natural y fruto de una atribución de rasgos y valores morales a determinados grupos raciales. Uno no nace negro, pero es educado violentamente para serlo. Nuestros mayores conflictos ocurren cuando decidimos que no queremos ser y existir en los términos del opresor. No deseamos ponernos las gafas cargadas de estereotipos que nos oprimen y llevan nuestras poblaciones muchas veces a la muerte o a la locura.
Comprendemos, cuando líderes como Marcus Garvey, W.E.B Du Bois o Kwame Nkruma se han apropiado de la raza para construir un discurso capaz de enfrentar el racismo y el   colonialismo, y esos discursos fueron construídos a través de las herramientas conceptuales disponibles en su tiempo, y contaron con una gran capacidad de movilización.
Sin embargo, en este siglo, los pueblos del sur del mundo no necesitamos de los mismos instrumentos pues ya hemos aprendido que traen dentro de sí la reificación de nuestra propia opresión. Por esta razón, muchas personas de la diáspora africana, han elegido llamarse afrodescendientes, pueblos que viven una pluralidad de modos y maneras de ser y estar en el mundo, llevan en común nuestro origen africano y rastros culturales.

Cristiane Mare Da Silva
Aunque parezca simplemente un juego de palabras para algunos, o la negación para otros, lo que estamos proponiendo al final, es el cambio de una de las más terribles invenciones de la modernidad, la idea que ha naturalizado el concepto de raza, la creencia que algunos grupos de seres humanos no son identificados por su producción cultural o social, si no por su color de piel. Queremos que nuestra vida y muerte no sean definidos por nuestro nacimiento.
Como tienen la costumbre de afirmar los historiadores estamos en uno de esos  momentos de la historia de la humanidad en que uno mira al pasado en diálogo con su presente, y lucha por las herencias que quiere dejar para el futuro. En nuestro caso un entrelazamiento de lo cual todos, afros y no afros deben comprometerse. Ahora Afroféminas trae en su rol la oportunidad de dejar para el mundo experiencias afros mucho mejores de las que hemos vivido y el profundo deseo de reinventarse.
Autora: Cristiane Mare Da Silva (Brasil)

Mestranda da Puc/SP, Especialista em língua e literatura castelhana, Pesquisadora associada do Cecafro Puc-SP, Pesquisadora associada do núcleo de estudos Afro-Brasileiros Udesc, Secretária de Mulheres da Unegro de Santa Catarina